Renan Calheiros quer quebrar sigilo da Jovem Pan: “disseminadora de fake news”
Da Redação
A CPI da Pandemia retorna aos trabalhos esta semana com dezenas de requerimentos em pauta para votação. Entre os pedidos mais polêmicos estão a convocação de governadores para explicar a compra de insumos e respiradores (a exemplo de Rui Costa, do PT da Bahia) e até uma quebra de sigilo fiscal da rádio Jovem Pan, apresentado pelo próprio relator da comissão, o senador Renan Calheiros (MDB-AL).
Renan afirmou que a Jovem Pan é uma “disseminadora de fake news” sobre a pandemia do novo coronavírus. O alvo é principalmente o programa “Direto ao Ponto”, que tem entre os âncoras o jornalista Augusto Nunes. O objetivo do senador é investigar quem estaria financiando a Jovem Pan.
Entidades como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) criticaram a apresentação do requerimento. As associações consideraram que Renan quer intimidar a rádio e, por extensão, a imprensa como um todo, classificando o requerimento como descabido e sem propósito.
O presidente da Jovem Pan, Antônio Augusto de Carvalho Filho, disse que o requerimento é um “ataque à liberdade de expressão”. Ele disse ainda que todos os pagamentos feitos à rádio são públicos e transparentes.
Vale frisar que o programa “Direto ao Ponto” critica diariamente a CPI da Pandemia. Renan Calheiros é um dos principais alvos. O programa costuma lembrar o passado nebuloso do senador, envolvido em vários escândalos pessoais e de corrupção.
Retorno aos trabalhos
Com foco nas investigações sobre denúncias de possíveis irregularidades e propinas na aquisição de vacinas contra a Covid-19, a CPI da Pandemia retoma os trabalhos amanhã (03) com depoimentos do reverendo Amilton Gomes de Paula, apontado por representantes da Davati Medical Supply como um “intermediador” entre o governo federal e empresas que ofertavam imunizantes.








