segunda-feira, 11 de maio de 2026

Bahia é o terceiro estado com mais recursos liberados por deputados e senadores a prefeituras

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Da Redação

As prefeituras da Bahia vão receber R$ 307,9 milhões do Orçamento Geral da União (OGU) em 2021, a partir de 178 emendas apresentadas por deputados e senadores do estado. A maior parte dos recursos vai para saúde (R$ 213 milhões), economia (R$ 59,7 milhões) e desenvolvimento regional (R$ 24,9 milhões).

O estado é o terceiro no ranking de recursos liberados via emendas individuais e de bancada, divulgado hoje (03) pela Câmara Federal, perdendo apenas para São Paulo (407,3 milhões) e Rio de Janeiro (R$403 milhões), ficando na frente de Minas Gerais (R$262,5 milhões). Isso é fruto direto da articulação dos parlamentares baianos.

Capital

Quando se leva em conta apenas as capitais, no entanto, Salvador não ficou numa posição de destaque, ocupando a posição de número 13 no ranking, atrás, inclusive, das vizinhas Aracaju e Recife.

A capital baiana foi contemplada com R$11,4 milhões em duas emendas: uma coletiva, assinada por todos os 39 deputados e três senadores baianos, no valor de R$10,9 milhões e destinada a sistemas de transporte público coletivo urbano, o que envolve as obras do BRT; e outra individual, do deputado Antônio Brito (PSD), no valor de R$500 mil e destinada à adequação de organizações militares.

Aracaju e Recife irão receber ao longo do ano, por exemplo, R$13,4 milhões e R$14,9 milhões, respectivamente. No Nordeste, também ficaram na frente da capital baiana Natal, Maceió e João Pessoa. As capitais que mais receberam emendas e recursos foram Rio Branco (R$ 97,3 milhões), Macapá (R$ 84,4 milhões) e Campo Grande (R$ 65,4 milhões).

Impositivas

No total, deputados e senadores de todo o país destinaram R$ 4,879 bilhões para prefeituras em 2.806 emendas impositivas ao orçamento. Isso equivale a 28,7% de todos os recursos de emendas individuais e de bancada, que somam R$ 16,972 bilhões.

Além do dinheiro para as prefeituras assegurados por parlamentares, os municípios podem receber recursos federais a partir de transferências para governos estaduais, instituições privadas sem fins lucrativos ou mesmo aplicações diretas de ministérios e outros órgãos.

03 de agosto de 2021, 11:32

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