segunda-feira, 11 de maio de 2026

Como César, Aras lava as mãos para ataques de Bolsonaro às urnas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da Redação

O procurador-geral da República, Augusto Aras, tem sinalizado a interlocutores que não vê cometimento de crimes por parte do presidente e que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não tomará nenhuma iniciativa para conter Bolsonaro em seus ataques. As informações são dos jornalistas Aguirre Talento e Mariana Muniz, de O Globo.

A postura de Aras vai na contramão da cobrança de subprocuradores-gerais da República, que divulgaram manifestação nesta sexta-feira (6) afirmando que o procurador-geral não poderia “assistir passivamente” aos ataques.

Segundo O Globo, o posicionamento de Aras, manifestado em conversas recentes, é que a PGR irá agir somente quando provocada em processos no Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Superior Eleitoral, mas evitará entrar em confronto com o presidente. Tampouco a PGR assumirá a dianteira em defesa das urnas eletrônicas ou dos ministros do STF. Agirá apenas quando provocada judicialmente.

Hoje, Aras disse ao presidente do STF, Luiz Fux, que a instituição está cumprindo o seu papel. O PGR acredita que as condutas do presidente só poderiam ser analisadas e julgadas pelo Congresso.

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