Vice-líder do presidente, deputado baiano trai Bolsonaro na PEC do voto impresso
Da Redação
Indicado para o cargo de vice-líder do governo federal no Congresso Nacional há cinco dias, o deputado baiano João Carlos Bacelar (PL) nem esperou tanto tempo para trair o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Contrariando a orientação do próprio governo, o parlamentar votou contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelecia o voto impresso no país, derrotada na noite de ontem (09) no plenário da Câmara.
Jonga Bacelar, como é mais conhecido, preferiu seguir a orientação do partido, o PL, que, mesmo sendo do Centrão, posicionou a bancada contrariamente à PEC, como fizeram outras siglas do grupo, a exemplo do Avante e do Solidariedade.
Apesar disso, 11 dos 34 deputados do PL que participaram da sessão foram fieis ao presidente, o que era esperado também do parlamentar baiano. Aliás, muitos colegas de Bacelar se surpreenderam com a postura dele em relação ao tema, considerado tão prioritário por Bolsonaro
Além de Bacelar, os deputados baianos José Rocha e Raimundo Costa, que também são filiados ao PL, votaram contra a PEC do voto impresso. Abílio Santana, bolsonarista baiano assumido que também é do PL, preferiu se ausentar da votação, mesmo com a possibilidade de participar de forma remota.
Quando assumiu o cargo de vice-líder, Bacelar chegou a enviar uma nota à imprensa jurando fidelidade ao presidente, afirmando, inclusive, que iria trabalhar pela reeleição de Bolsonaro. O presidente, por sua vez, considerava que o voto impresso era fundamental nos planos de reeleição.
Leia mais:








