Senadores baianos se dividem sobre volta das coligações
Da Redação
Os senadores baianos estão divididos sobre a reforma eleitoral que foi aprovada na Câmara esta semana e que prevê, entre outros pontos, a volta das coligações partidárias. A proposta vai tramitar agora no Senado, após ser aprovada pelos deputados com o apoio da maioria dos representantes da bancada baiana.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), é contra a volta das coligações e não acredita que esse tema terá sucesso na Casa. Dos três senadores da Bahia, um se posicionou contra, um a favor e o outro preferiu não antecipar o voto.
Jaques Wagner (PT) afirmou que as coligações “são ruins”. “A coligação, na minha opinião, acaba sendo um estelionato eleitoral. Os candidatos se juntam apenas para a eleição e depois cada um toma o seu rumo. Ou seja, uma forma de enganar o eleitorado”, frisou. Ele disse ainda que as coligações “só são defendidas por aqueles que sentem sua reeleição ameaçada”.
“No Senado, vou tentar viabilizar o conceito de federação partidária, que também prevê a união de partidos durante o período eleitoral, mas estabelece mais compromissos para manter uma fidelidade. Um modelo já adotado em outras democracias e que ajuda, principalmente, partidos que não conseguem montar chapas sozinhos”, acrescentou o petista.
A ideia da federação defendida por Wagner pode ajudar partidos como o PCdoB, ameaçado de ser extinto após a desfiliação de lideranças e a queda no desempenho eleitoral. Pela proposta, as siglas são obrigados a se manter federadas pelo período de quatro anos, enquanto a coligação é meramente ocasional, apenas para a disputa das eleições.
Ângelo Coronel (PSD) afirmou que vai votar a favor da volta da proposta na reforma eleitoral. “Pretendo votar de acordo com a Câmara dos Deputados. Não serei contra os candidatos a deputados que acham justo a volta das coligações”, informou, por meio de nota.
Otto Alencar (PSD) também foi procurado pelo Toda Bahia, mas não retornou os contatos. A assessoria do senador informou que o parlamentar não gosta de antecipar votos.








