Lula cria grupo para definir regra de reajuste do salário mínimo
Da Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou nesta quarta-feira (18) que os ministérios elaborem propostas com o objetivo de instituir uma política de reajuste do salário mínimo e seus instrumentos de gestão e monitoramento. As sugestões deverão ser entregues em 45 dias, prorrogável uma vez pelo mesmo período.
Apesar do grupo, Lula não falou do valor do mínimo neste ano. O valor está em R$ 1.302, valor proposto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no fim do ano. Durante a transição, a atual gestão prometeu subir o valor para R$ 1.320, mas não houve um reajuste. O principal motivo para isso é o aumento de R$ 7,7 bilhões em gastos por conta da medida.
O presidente, no entanto, afirmou que é possível que haja um aumento acima da inflação e que o valor deve subir de acordo com o crescimento da economia.
— Nós já provamos que é possível a gente aumentar o mínimo acima da inflação. E o mínimo é a melhor forma da gente fazer distribuição de renda nesse país. Não adianta o PIB crescer se ele não for distribuído. Porque nesse país o PIB já cresceu 14% ao ano e o trabalhador ficou mais pobre. Porque se o PIB cresce e fica só com o dono da empresa, quem fez o PIB crescer não ganha nada, que é o trabalhador brasileiro — disse, no evento com as centrais sindicais.
Durante os governos do PT, o mínimo foi ajustado considerando a variação da inflação e o crescimento do PIB. Agora, Lula indica que esse modelo pode voltar.
— Então, o salário mínimo tem que subir de acordo com o crescimento da economia. A economia subiu, o povo que ganha salário mínimo vai ter aumento equivalente ao PIB, é isso que a gente tem que fazer pra melhorar esse pais. Esse pais não pode continuar sendo eternamente emergente — disse Lula.
Desde 2020, o piso nacional é ajustado apenas pela inflação, sem uma regra permanente. O aumento real (acima da inflação) do mínimo é uma promessa de campanha do presidente e uma das prioridades da nova gestão.
As propostas deverão ser pensadas pelas pastas do Trabalho e Emprego, Fazenda, Planejamento e Orçamento, Previdência Social, Desenvolvimento Indústria e Comércio, Secretaria Geral e Casa Civil.
Hoje, o salário mínimo é de R$ 1.302, valor proposto no fim do ano passado ainda pelo governo Jair Bolsonaro. Mesmo assim, esse valor representa uma alta real na comparação com o ano passado, quando o valor era R$ 1.212.








