Bradesco quer impedir venda de patrimônio de sócios da 3G Capital, diz colunista
Da Redação
O jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, informa que o Bradesco pediu à Justiça de São Paulo, nesta segunda-feira (27), que o trio de acionistas de referência da Americanas seja impedido de vender seus bens e de esvaziar os próprios patrimônios enquanto a varejista não quitar a dívida de R$ 4,7 bilhões que mantém com o banco.
Jardim explica que a ação mira Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira e cobra que eles mantenham aquilo que possuem para o caso de serem reconhecidos adiante como responsáveis por indenizar os credores da companhia.
O documento, produzido pela equipe do advogado Walfrido Warde Júnior, diz que o Bradesco tem a intenção de “resguardar o seu direito de acionar pessoalmente” os três sócios para que respondam “pelos atos que tenham sido por eles perpetrados e (a ação) impeça eventuais medidas de esvaziamento patrimonial”.
Segundo o Bradesco, o desfecho do caso Americanas deve envolver a descoberta de uma “provável fraude” pela qual Lemann, Telles e Sicupira podem ser responsabilizados “por ação, por omissão”. Por ora, diz a instituição financeira, a alta cúpula da Americanas estaria participando da batalha jurídica contra os credores para esconder “a verdade debaixo do tapete” e impedir a identificação dos culpados pelo rombo contábil anunciado em janeiro.
Em outro trecho, o Bradesco questiona: “Se alguém disser que a Americanas foi administrada e controlada por mentirosos estará mentindo?”, em uma referência ao fato de que o rombo em questão se formou ao longo de uma década e, na concepção dos advogados do banco, não teria como passar despercebido pelos controladores do negócio.








