CGU diz que Bolsonaro pagou indevidamente R$ 2 bi de auxílios taxista e caminhoneiro
Da Redação
A Controladoria-Geral da União (CGU) fez uma auditoria dos programas Auxílio Taxista e Caminhoneiro do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e concluiu que R$ 1,97 bilhão foi pago a quem não cumpria os requisitos para receber os benefícios.
Quase 30% dos caminhoneiros que receberam o auxílio não cumpriam os critérios. Dos 402.773 beneficiários, 110.051 (27%) ou não estavam devidamente cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas, ou estavam com o CPF irregular. Há beneficiários que constam até como mortos em bases de dados do governo.
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Entre os taxistas, percentual de irregularidade chegou a 78%. Dos 314.025 motoristas, 246.722 não preenchiam os requisitos para receber o benefício. Segundo a CGU, o valor foi pago a pessoas com CPF irregular; que moram no exterior; que constam como mortas; sem habilitação para dirigir ou com a habilitação vencida; entre outros erros.
Auditoria mostrou que o pagamento pode ter sido feito sem que o beneficiário tivesse solicitado. Também apontou que as bases de dados usadas para conceder o benefício eram frágeis.
CGU propôs atualização das bases de dados e ressarcimento dos valores. Quem pode ordenar que o dinheiro seja devolvido é o Ministério do Trabalho, que publicou as portarias criando os benefícios.








