No dia do convite a secretário de Segurança da Bahia, Valmir Assunção ataca CPI do MST
Da Redação
Membro da CPI do MST na Câmara Federal e uma das lideranças do MST na Bahia, o deputado Valmir Assunção (PT) criticou os trabalhos da comissão, que aprovou nesta quarta-feira (12) requerimentos convidando o secretário de Segurança Pública do Estado, Marcelo Werner, o o comandante da Polícia Militar, Paulo Coutinho.
Para Valmir, há uma inoperância nas investigações pela ausência de fato determinado. “A CPI contra o MST é dominada por bolsonaristas. Eles transformaram o colegiado em um palanque que requenta a disputa eleitoral. Não produziram nada relevante, pois só reproduzem velhas narrativas, já superadas até mesmo nas quatro CPIs que já aconteceram contra o movimento”, declarou o petista.
“Os momentos em que eles mais se alteram são quando denunciamos os crimes ambientais do agro, o envolvimento com casos de trabalho escravo, além da correlação de parte do agronegócio com o financiamento de atos golpistas. O único especialista realmente sério, o professor e jurista José Geraldo, trouxe elementos que confirmam a legalidade e a legitimidade da luta pela reforma agrária”, acrescentou o parlamentar.
Para o deputado baiano, o espaço deveria ser utilizado para aprimorar a legislação sobre reforma agrária e participação social. “No entanto, não é esse o objetivo dos bolsonaristas. O que eles pretendem é criminalizar todo e qualquer movimento social mediante debate de baixo nível, interrupção da fala das deputadas ali presentes. Terminamos essa etapa sem nenhuma produção efetiva”..
Os deputados do PT, PSOL e PCdoB encaminharam ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra bolsonaristas na CPI do MST. Na peça, os parlamentares denunciam os supostos abusos de autoridade e crimes cometidos por parlamentares que participaram de diligência em um acampamento da Frente Nacional de Lutas, no Pontal do Paranapanema, em São Paulo. Na lista de irregularidades denunciadas estão a invasão de domicílios, ameaças, coações e exposição forçada das pessoas na mídia.








