Alban critica taxação dos EUA sobre aço brasileiro e alerta para risco de desemprego
Da Redação
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, criticou nesta segunda-feira (21) a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 50% sobre o aço brasileiro. Em entrevista à Rádio Metrópole, Alban classificou a medida como um “embargo comercial” e não uma regulação legítima de mercado.
“Taxação de 50% não é regulação de mercado, é praticamente um embargo comercial. Ninguém consegue repassar um custo desse da noite para o dia”, afirmou o dirigente da CNI, destacando os prejuízos imediatos para a indústria nacional.
Segundo Alban, os efeitos da medida já estão sendo sentidos no setor produtivo, com impactos diretos na cadeia industrial. “Essa reposição é muito difícil. No curto prazo, vai representar seguramente desemprego. Essa situação não vai ser tão simples. Seria importante falarmos de uma prorrogação”, avaliou.
O presidente da CNI defendeu o restabelecimento de um diálogo técnico com o governo norte-americano, visando reverter ou, ao menos, adiar a implementação da tarifa. Ele informou que a entidade está enviando comunicados formais às autoridades dos Estados Unidos.
“Estamos enviando cartas para os principais secretários de Estado americanos solicitando que o tema possa ser discutido tecnicamente, pondo na mesa, para que possamos ter pelo menos uma prorrogação de prazo por noventa dias. Estou preocupado que a corda estique para que depois se venha a conversar”, declarou Alban à Rádio Metrópole.
A medida norte-americana tem gerado apreensão no setor industrial brasileiro, especialmente diante da possibilidade de retração na produção e aumento no desemprego em setores ligados à cadeia do aço.








