sexta-feira, 1 de maio de 2026

Itaú demite cerca de mil funcionários em home office; sindicato critica “arbitrariedade”

Foto: Divulgação

Da Redação

Cerca de mil empregados do Itaú que trabalhavam em regime híbrido ou integralmente remoto foram dispensados sem aviso prévio, segundo o Sindicato dos Bancários. A instituição financeira justificou as demissões em massa alegando baixa produtividade.

De acordo com o banco, auditorias internas apontaram longos períodos de inatividade em registros de ponto e sistemas, em alguns casos chegando a quatro horas ou mais de ociosidade. O monitoramento, segundo a empresa, vinha sendo feito havia mais de seis meses.

O Sindicato, no entanto, contesta o critério utilizado. “Consideramos esse critério extremamente questionável, já que não leva em conta a complexidade do trabalho bancário remoto, possíveis falhas técnicas, contextos de saúde, sobrecarga, ou mesmo a própria organização do trabalho pelas equipes”, afirmou o diretor sindical e bancário do Itaú, Maikon Azzi.

Os cortes atingiram funcionários dos setores de tecnologia (CT), CEIC e Faria Lima. A entidade sindical acusa o banco de desrespeitar os trabalhadores por não ter realizado diálogo prévio ou qualquer forma de advertência. “Num claro desrespeito aos bancários e à relação com o movimento sindical”, declarou em nota.

Para Azzi, a forma como as dispensas foram conduzidas agravou o quadro. “O mais grave, porém, é a forma arbitrária e desumana com que essas demissões ocorreram. Não houve qualquer diálogo prévio com os trabalhadores nem com as entidades sindicais. Ou seja, mesmo com seis meses de monitoramento, não houve qualquer tentativa de diálogo pelo banco, não houve advertência, feedback ou qualquer outra sinalização para a correção de condutas, e nem mesmo oportunidade para que os empregados pudessem se defender”, criticou.

O Sindicato afirma ter solicitado explicações ao Itaú. “Seguiremos exigindo que o Itaú se manifeste com uma justificativa plausível e responsável para essas demissões e que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados”, concluiu.

09 de setembro de 2025, 14:40

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