Odebrecht e Tenenge fecham 2025 com R$ 12,5 bilhões em novos projetos e projetam contratar 7 mil pessoas em 2026
Da Redação
O ano de 2025 chega ao fim com um balanço altamente positivo para a Odebrecht Engenharia & Construção e sua subsidiária Tenenge, especializada em engenharia industrial. As duas companhias conquistaram e prospectaram projetos que podem acrescentar R$ 12,5 bilhões ao backlog, configurando o melhor resultado da última década. As informações são do portal Petronotícias.
Em entrevista à série Perspectivas 2026 do portal, o Diretor-Superintendente de Plantas Industriais da Odebrecht/Tenenge, Flávio Faria, destacou as principais entregas do ano. Entre elas, obras relevantes para a Petrobras: a Unidade de Hidrotratamento de Nafta na Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, e duas novas unidades no Complexo de Energias Boaventura, no Rio de Janeiro — a HIDW, voltada à produção de lubrificantes de Grupo II, e o Hidrocraqueamento Catalítico (HCC), responsável por diesel S-10 e querosene de aviação. A empresa também iniciou a ampliação da capacidade da planta da Braskem em Duque de Caxias (RJ).
Como foi 2025 para o setor
Segundo Faria, 2025 marcou “a chegada de um novo ciclo de crescimento” para o setor de engenharia industrial. A combinação de política pública e retomada de investimentos da Petrobras impulsionou a cadeia produtiva, especialmente em refinarias e petroquímica.
O que pode melhorar no ambiente de negócios
O executivo defende avanços estruturais para acelerar o desenvolvimento:
Incentivo à indústria nacional e recomposição do investimento público, para garantir complementaridade em um país de escala continental.
Reabilitação do crédito e das garantias para empresas brasileiras, fortalecendo a competição em grandes obras.
Formação técnica e qualificação profissional, vista como um gargalo urgente diante da retomada do setor.
Fortalecimento do setor naval, impulsionado pelas novas contratações de embarcações pela Petrobras — oportunidade de reposicionar o Brasil como potência global da indústria naval.
Perspectivas para 2026
O otimismo para 2026 é reforçado pelos números. Só a Tenenge prevê:
7 mil novas contratações ao longo do ano;
Faturamento de R$ 2,2 bilhões no segmento industrial;
Um pipeline consistente, que supera R$ 45 bilhões em potenciais projetos nos segmentos de biocombustíveis, petroquímica, refinarias, terminais, dutos e embarcações.
“O futuro é promissor e exigirá capacidade de planejamento e execução. Estamos muito otimistas”, resume Faria.








