Suzane von Richthofen é impedida de liberar sepultamento do tio encontrado morto em São Paulo
Da Redação
A Polícia Civil de São Paulo barrou a tentativa de Suzane von Richthofen de autorizar o sepultamento do corpo do médico Miguel Abdala Netto, de 76 anos, encontrado morto na última sexta-feira (10), em casa, no bairro do Campo Belo, na capital paulista. O corpo permanece no Instituto Médico Legal (IML) enquanto as circunstâncias da morte são apuradas.
Segundo a investigação, Suzane procurou a 27ª Delegacia de Polícia alegando ser a parente consanguínea mais próxima do tio e, por isso, teria legitimidade para liberar o enterro. A solicitação foi negada. Um dia antes, uma prima de primeiro grau e ex-companheira de Miguel também tentou a liberação, mas foi orientada a apresentar documentação que comprovasse formalmente o parentesco; ela apenas reconheceu o corpo.
A presença de Suzane na delegacia causou surpresa por se tratar da mesma unidade onde, em 2002, foi registrado o boletim de ocorrência do assassinato de seus pais, Manfred e Marísia von Richthofen. À época, Miguel acompanhou a sobrinha em depoimento.
A polícia trata o caso como morte suspeita. Na madrugada em que o óbito foi constatado, o portão da residência apareceu pichado com a frase “Será que foi a Suzane?”, o que reforçou a cautela das autoridades. Exames periciais e toxicológicos ainda são aguardados.
Miguel foi encontrado sem sinais aparentes de violência, já em estado de putrefação. Um vizinho estranhou a ausência de contato e acionou a polícia após avistar o corpo no quarto do andar superior. Imagens de câmeras indicam que o médico entrou em casa pela última vez no dia 7 de janeiro, à tarde.
Irmão de Marísia, Miguel rompeu relações com Suzane após o crime e foi tutor de Andreas von Richthofen. Em disputas judiciais anteriores, ele conseguiu que a sobrinha fosse declarada indigna de herdar os bens dos pais.








