Damares cita igrejas em esquema de fraude no INSS e provoca reação dura de Silas Malafaia
Da Redação
Declarações da senadora Damares Alves (Republicanos) sobre a possível participação de igrejas evangélicas em fraudes contra aposentados do INSS provocaram forte reação do pastor Silas Malafaia nesta quarta-feira (14). O líder religioso cobrou que a parlamentar apresente nomes e provas das acusações.
Em entrevista ao SBT News, Damares afirmou que investigações em andamento identificaram instituições religiosas e líderes evangélicos envolvidos em esquemas que teriam causado prejuízos a beneficiários da Previdência Social. Segundo a senadora, há pressão para que apurações não avancem quando envolvem figuras influentes do meio religioso. “Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. Há pastores que pedem para não investigar, para não decepcionar os fiéis”, declarou.
As falas repercutiram imediatamente entre lideranças evangélicas. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Silas Malafaia reagiu de forma contundente e exigiu esclarecimentos públicos. “Uma acusação gravíssima dessa e a senhora não dá os nomes dos grandes líderes evangélicos e das grandes igrejas envolvidas na roubalheira do INSS? Ou dá os nomes ou é uma acusação leviana”, afirmou.
O pastor também criticou o que classificou como generalização do segmento evangélico. “Já não bastassem os ataques externos, agora vem alguém que se diz evangélica lançar uma denúncia dessa gravidade sem apresentar provas. Isso mancha a imagem da igreja como um todo”, declarou.
As investigações da Polícia Federal apontam que o esquema de fraudes no INSS pode ter desviado cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.
Diante da repercussão, Damares divulgou uma lista de requerimentos apresentados por integrantes da CPMI do INSS que tratam do tema. Entre eles, constam pedidos de quebra de sigilo, convocações e convites envolvendo igrejas e líderes religiosos, com base em indícios encontrados em relatórios de inteligência financeira e dados fiscais.
Em nota, a senadora afirmou que a eventual participação de instituições religiosas em fraudes causa “profundo desconforto e tristeza”, mas ressaltou que a comissão tem o dever constitucional de apurar os fatos com responsabilidade e base documental.
Mesmo após a divulgação dos requerimentos, Malafaia voltou a criticar a postura da parlamentar e minimizou o alcance das citações. Segundo ele, os nomes apresentados não correspondem a grandes igrejas nem a lideranças de expressão nacional, o que, na avaliação do pastor, não sustenta a gravidade das acusações feitas publicamente.








