domingo, 10 de maio de 2026

Lula relembra Holocausto e reage a acusações de antissemitismo feitas por Flávio Bolsonaro

Foto: Ueslei Marcelino/COP30

Da Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (27), que o autoritarismo, os discursos de ódio e o preconceito étnico e religioso foram instrumentos usados pela Alemanha nazista para promover o massacre de milhões de judeus. A declaração foi feita em publicação nas redes sociais em referência ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado em 27 de janeiro.

Na mensagem, Lula lembrou que, em 2004, durante seu primeiro mandato, assinou a petição enviada à Organização das Nações Unidas (ONU) que instituiu a data como marco internacional de lembrança das vítimas. Segundo o presidente, o dia simboliza não apenas a memória dos mortos, mas também a defesa dos direitos humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas. A data remete à libertação do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, em 1945, onde milhões de pessoas foram assassinadas pelo regime nazista.

A manifestação ocorre após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, acusar Lula de antissemitismo. Flávio afirma que o presidente tem deixado de condenar o Hamas e adotado uma postura crítica em relação a Israel. O parlamentar declarou que, se eleito, buscará alinhamento com o governo israelense. Em 2024, o chanceler de Israel chegou a declarar Lula persona non grata no país após o presidente comparar a ofensiva israelense em Gaza ao extermínio de judeus promovido pelo regime nazista.

27 de janeiro de 2026, 21:30

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