domingo, 10 de maio de 2026

Geddel prevê exclusão de Marcelo Nilo da chapa oposicionista e cita histórico de ACM Neto

Foto: Reprodução

Da Redação

O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) voltou a comentar o xadrez político baiano e as articulações para as eleições de outubro. Em publicação feita nesta quinta-feira (29) no Instagram, o emedebista, aliado do governo estadual, afirmou que o deputado Marcelo Nilo pode acabar sendo deixado de fora da chapa de oposição, apesar de sua atuação recente no grupo.

Na postagem, Geddel elogiou o desempenho de Nilo como integrante da oposição, mas afirmou que o parlamentar corre o risco de ser descartado na definição final da chapa liderada pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), pré-candidato ao governo da Bahia. Nilo, que presidiu a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) por cerca de dez anos, vem se colocando como opção para disputar uma vaga ao Senado.

O ex-ministro relembrou ainda o histórico recente das alianças costuradas por Neto, sugerindo que compromissos assumidos anteriormente nem sempre foram mantidos. Filiado hoje ao Republicanos, Marcelo Nilo ficou sem mandato após não conseguir se reeleger deputado federal em 2022, ano em que, segundo aliados, chegou ao grupo oposicionista com a expectativa de integrar a chapa majoritária.

“Ele tem conquistado as credenciais para integrar a chapa do ex prefeito que disputará as próximas eleições. No entanto, conhecendo o histórico do ex-prefeito, tenho certeza que ele vai rifar Marcelo Nilo, o que será, pelo serviço político que ele tem prestado, uma punhalada do tamanho da que foi cravada nas costas de José Ronaldo em 2022”, escreveu Geddel, ao publicar uma foto de Nilo.

Enquanto isso, a composição da chapa de oposição começa a se desenhar. ACM Neto deve repetir a candidatura ao governo, enquanto o ex-ministro João Roma (PL) aparece como um dos nomes mais cotados para disputar o Senado.

A segunda vaga ao Senado permanece indefinida e reúne diferentes postulantes, entre eles o próprio Marcelo Nilo, além de Márcio Marinho (Republicanos), Adolfo Viana (PSDB) e o senador Angelo Coronel, atualmente alinhado à base governista.

Para o posto de vice-governador, a tendência é de que o PSDB indique um de seus quadros. Nos bastidores, ACM Neto chegou a tentar a indicação do prefeito de Jequié, Zé Cocá, que, no entanto, já sinalizou apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).

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29 de janeiro de 2026, 17:30

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