terça-feira, 23 de junho de 2026

Plano de capitalização do BRB com áreas da Serrinha gera crise política no DF

Foto: Reprodução

Da Redação

O Governo do Distrito Federal enfrenta uma crise política após propor a inclusão de áreas da Serrinha do Paranoá no plano de capitalização do Banco de Brasília. A medida busca reforçar o caixa da instituição por meio da integralização de ativos imobiliários públicos.

Considerada estratégica pelo governo, a área da Serrinha é vista como a principal peça da operação. O plano prevê a conversão dos terrenos em ativos financeiros para fortalecer o patrimônio do banco sem, segundo o Executivo local, desrespeitar o zoneamento urbano vigente.

O Palácio do Buriti sustenta que a iniciativa é uma alternativa rápida para melhorar a situação financeira do BRB. No entanto, a proposta tem gerado forte reação nos bastidores políticos e jurídicos.

A principal resistência vem da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Distrito Federal, que cobra a apresentação de estudos de impacto ambiental (EIA/RIMA). A entidade alerta que o uso de áreas inseridas em Área de Proteção Ambiental (APA) como ativos financeiros pode abrir precedentes para a descaracterização do ordenamento territorial do Distrito Federal.

O debate se intensifica devido à relevância ambiental da região, que possui impacto sobre o sistema hídrico da capital. O governador Ibaneis Rocha nega riscos ambientais e afirma que as áreas selecionadas passaram por critérios rigorosos, sem presença de nascentes.

Apesar disso, o impasse pode parar na Justiça. Há expectativa de que uma liminar suspenda a tramitação do projeto nas próximas semanas, o que colocaria em xeque o cronograma do governo e transferiria a decisão para o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

A disputa coloca em confronto interesses financeiros e ambientais e mantém o futuro do banco público sob incerteza.

18 de março de 2026, 10:00

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