terça-feira, 5 de maio de 2026

Segurança é apontada como principal problema por 59% dos moradores de Salvador, diz pesquisa

Foto: Divulgação

Da Redação

A segurança pública é considerada o maior problema de Salvador por 59% dos moradores, segundo a pesquisa Viver em Salvador: Qualidade de Vida 2026, realizada pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com o Ipsos-Ipec.

O levantamento mostra que o tema aparece com ampla vantagem sobre outras preocupações da população, como emprego e renda (15%) e saúde (9%). Para 42% dos entrevistados, a principal medida para melhorar a qualidade de vida na capital é o fortalecimento da segurança nos bairros, com mais policiamento comunitário, melhor iluminação e ações de prevenção à violência.

A percepção de insegurança tem impactado diretamente a rotina dos moradores. Entre as estratégias adotadas para evitar crimes estão o uso de um “celular do ladrão”, a redução de saídas noturnas, a mudança de trajetos e a restrição do uso de aparelhos eletrônicos em espaços públicos e no transporte coletivo.

Dados do Instituto Fogo Cruzado apontam que 44% dos tiroteios registrados em Salvador e na Região Metropolitana em 2025 ocorreram durante ações policiais, somando 662 casos — o maior número da série histórica.

Apesar disso, indicadores oficiais mostram redução em alguns tipos de crime. Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) indicam queda de 24% em ocorrências como roubos e furtos no primeiro bimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. O número de vítimas também caiu 15%.

A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) afirma que investiu cerca de R$ 1,2 bilhão nos últimos três anos nas forças de segurança e destaca a contratação de aproximadamente 9 mil profissionais, além da realização de operações contra organizações criminosas. Segundo o órgão, houve redução das mortes violentas no estado e queda de 31,5% nos casos registrados em Salvador nos dois primeiros meses de 2026.

A pesquisa ouviu 300 pessoas com 16 anos ou mais, residentes na capital baiana há pelo menos dois anos e com acesso à internet. O levantamento foi realizado entre 1º e 27 de dezembro de 2025.

01 de abril de 2026, 09:00

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