segunda-feira, 4 de maio de 2026

Previsão de inflação sobe para 4,89% e segue acima da meta em 2026, aponta BC

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Da redação

A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do país voltou a subir e alcançou 4,89% em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Banco Central do Brasil.

Esta é a oitava alta consecutiva na estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que já supera o teto da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional, fixada em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

De acordo com o levantamento, a pressão inflacionária tem sido influenciada, entre outros fatores, pela alta nos preços de combustíveis em meio à guerra no Oriente Médio. Em março, o IPCA registrou alta de 0,88%, puxado principalmente pelos grupos de transporte e alimentação, acumulando 4,14% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Para os próximos anos, o mercado projeta inflação de 4% em 2027, 3,64% em 2028 e 3,5% em 2029.

Juros e cenário econômico

Para conter a inflação, o BC utiliza a taxa básica de juros, a taxa Selic, atualmente em 14,5% ao ano. Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, mantendo o ciclo de cortes iniciado após um período em que os juros chegaram a 15% ao ano — o maior patamar em quase duas décadas.

Apesar da desaceleração inflacionária recente, o cenário externo, especialmente o conflito no Oriente Médio, segue como fator de risco para a política monetária. O BC informou que acompanha os desdobramentos e seus impactos sobre os preços.

A expectativa do mercado é que a Selic encerre 2026 em 13% ao ano, com recuo gradual para 11% em 2027 e 10% em 2028 e 2029.

Crescimento e câmbio

O Boletim Focus também manteve a projeção de crescimento da economia brasileira em 1,85% para este ano. Para 2027, a estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,8% para 1,75%, enquanto para 2028 e 2029 a previsão é de expansão de 2%.

Já a cotação do dólar deve fechar 2026 em R$ 5,25, com leve alta para R$ 5,30 ao fim de 2027.

Com informações da Agência Brasil.

04 de maio de 2026, 13:00

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