quinta-feira, 7 de maio de 2026

Flávio Dino proíbe criação de novos penduricalhos para juízes e membros do MP

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Da redação

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quarta-feira (6) a proibição da criação, implantação ou pagamento de novos benefícios a juízes e integrantes do Ministério Público após a decisão da Corte que limitou os chamados “penduricalhos”.

Em março deste ano, o STF decidiu, por unanimidade, que indenizações, gratificações e auxílios pagos a magistrados e membros do MP devem ficar limitados a 35% do salário dos ministros da Corte, atualmente fixado em R$ 46,3 mil.

Apesar da decisão, segundo Dino, diversos tribunais passaram a criar novos benefícios não autorizados pelo Supremo. No despacho, o ministro afirmou que reportagens jornalísticas apontaram a adoção de vantagens remuneratórias após o julgamento.

“Estão absolutamente vedados a criação, a implantação ou o pagamento de quaisquer parcelas de caráter remuneratório ou indenizatório, sob qualquer rubrica, inclusive que tenham sido implantadas após o julgamento”, escreveu o ministro.

Dino também alertou que o descumprimento da determinação poderá gerar responsabilização penal, civil e administrativa dos gestores responsáveis pelos pagamentos.

A decisão foi assinada ainda pelos ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, que também relatam ações relacionadas ao tema no STF.

O ministro determinou ainda a notificação dos presidentes dos tribunais do país, do procurador-geral da República, do advogado-geral da União, além de procuradores estaduais e defensores públicos, sobre a proibição de novos benefícios.

Após a decisão do STF, o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público aprovaram resolução autorizando o pagamento de parte dos benefícios anteriormente restringidos pela Corte.

Com informações da Agência Brasil.

07 de maio de 2026, 11:00

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