segunda-feira, 8 de junho de 2026

Imposto do pecado entra em vigor em 2027 e deve encarecer bebidas, cigarros e apostas

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Da Redação

Aprovado no contexto da reforma tributária sobre o consumo, o chamado imposto seletivo — popularmente conhecido como “imposto do pecado” — começará a ser aplicado em 2027 com o objetivo de desestimular o consumo de produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Entre os itens que serão tributados estão bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O imposto também incidirá sobre apostas esportivas, loterias, jogos de fantasy sports, além de determinados veículos, conforme o nível de emissão de poluentes, e sobre a extração de bens minerais.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida possui caráter regulatório e busca reduzir o consumo de produtos associados a riscos sanitários e impactos ambientais.

Alíquotas ainda serão definidas

Apesar de já estar previsto na reforma tributária, o imposto seletivo ainda depende de regulamentação para entrar efetivamente em vigor.

O governo federal informou que enviará ao Congresso Nacional, até o fim deste ano, o projeto que definirá as regras de cobrança e as alíquotas aplicáveis a cada produto ou atividade.

De acordo com o Ministério da Fazenda, o texto ainda está em elaboração técnica e passa por ajustes internos antes de ser encaminhado ao Legislativo.

“O projeto está em desenvolvimento interno em nível técnico de governo e depende de ajustes e definições finais antes de sua divulgação”, informou a pasta.

O que pode ficar mais caro

A lista de produtos e atividades sujeitos ao imposto seletivo inclui:

Bebidas alcoólicas;
Refrigerantes e bebidas açucaradas;
Cigarros e derivados do tabaco;
Apostas esportivas e jogos online;
Loterias;
Fantasy sports;
Veículos com maior potencial poluidor;
Extração de recursos minerais.

O percentual de tributação poderá variar de acordo com o impacto ambiental ou os riscos à saúde associados a cada item.

Impactos ainda são incertos

O governo afirma que ainda não é possível estimar os efeitos econômicos da medida, uma vez que as alíquotas não foram definidas.

Após a apresentação da proposta, caberá ao Congresso Nacional discutir, alterar e aprovar os percentuais que serão cobrados. Somente depois dessa etapa será possível calcular o impacto sobre preços, arrecadação e consumo.

O imposto seletivo é um dos pilares da reforma tributária aprovada pelo Congresso e segue uma prática já adotada em diversos países, que utilizam tributos específicos para desestimular o consumo de produtos considerados nocivos à saúde pública ou ao meio ambiente.

08 de junho de 2026, 10:00

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