quinta-feira, 11 de junho de 2026

Pré-candidato do Missão, Renan Santos critica Flávio Bolsonaro e busca espaço na corrida presidencial

Foto: Toda Bahia

Da redação

O pré-candidato do partido Missão à Presidência da República, Renan Santos, afirmou nesta quarta-feira (10) que uma das principais diferenças entre sua candidatura e outras opções da oposição é a recusa em apoiar o senador Flávio Bolsonaro. A declaração foi feita durante encontro com clientes da Genial Investimentos, na Avenida Faria Lima, em São Paulo.

Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan disputa sua primeira eleição presidencial à frente do partido criado pelo grupo, oficialmente registrado há sete meses. Durante o evento, ele se apresentou como alternativa ao eleitorado contrário à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que pretende crescer eleitoralmente atraindo votos tanto do atual presidente quanto do senador do PL.

Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, Lula lidera a disputa com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%. Renan Santos aparece em terceiro lugar, com 3%, empatado tecnicamente com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, registra 2%.

Durante o encontro, Renan afirmou estar aberto ao diálogo com Caiado e Zema para uma eventual construção conjunta no campo da oposição, mas condicionou qualquer aliança à convergência de propostas e estratégias políticas. O pré-candidato também declarou que pretende consolidar sua candidatura antes de discutir possíveis acordos.

Ao comentar o cenário político, Santos criticou o apoio de setores da direita ao senador Flávio Bolsonaro e afirmou que não concorda com a estratégia adotada por lideranças que defendem sua candidatura. O dirigente do MBL também citou investigações e controvérsias envolvendo o nome do parlamentar para justificar sua posição.

Na área econômica, Renan defendeu uma agenda voltada para o controle dos gastos públicos, redução da burocracia, meta de déficit zero e revisão do volume de emendas parlamentares. Apesar da defesa de reformas econômicas liberais, afirmou ser contrário à privatização da Petrobras, argumentando que a estatal possui importância estratégica para o país.

Na segurança pública, o pré-candidato defendeu endurecimento da legislação penal, restrições à progressão de regime para líderes de facções criminosas e políticas inspiradas em experiências adotadas por governos estrangeiros. Por outro lado, afirmou não defender o armamento amplo da população civil, embora admita flexibilizações para posse de armas em residências e propriedades rurais.

Renan também buscou rebater críticas de radicalismo associadas à sua trajetória política e destacou sua atuação nas articulações que culminaram no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff como exemplo de capacidade de diálogo e construção política.

O pré-candidato segue em agenda de apresentação de propostas a empresários, investidores e lideranças políticas enquanto tenta ampliar sua visibilidade nacional e consolidar espaço na disputa presidencial de 2026.

11 de junho de 2026, 11:30

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