PM é condenado a mais de 16 anos de prisão por homicídio e perde cargo na Bahia
Da Redação
O policial militar André Luiz da Silva Rodrigues Filho foi condenado a 16 anos, sete meses e 15 dias de prisão pelo homicídio de Joel Santos de Paula, conhecido como “Radiola”, em Amargosa, no centro-sul da Bahia. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri na última terça-feira (9).
Segundo as investigações, o crime ocorreu em 23 de junho de 2021, na zona rural do município. A vítima teria se envolvido em uma discussão de trânsito com Fernando Pereira de Morais, conhecido como “Cigano Pernambucano”.
De acordo com a apuração policial, após o desentendimento, Fernando teria encomendado a morte de Joel ao policial militar e a um segundo suspeito. Na época, os dois envolvidos eram policiais militares lotados nos municípios de Amargosa e Euclides da Cunha.
As investigações apontaram que a arma utilizada no homicídio pertencia à Polícia Militar da Bahia. O inquérito também identificou troca de mensagens entre os suspeitos, nas quais, segundo a acusação, eles combinavam versões e faziam referências ao crime.
Ainda conforme a investigação, os acusados monitoraram a rotina da vítima, organizaram uma emboscada e atraíram Joel para o local onde ele foi morto a tiros.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri reconheceu, por maioria dos votos, a autoria e a materialidade do crime, além das qualificadoras de promessa de recompensa e do uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
A condição de policial militar da ativa também foi considerada como circunstância agravante na dosimetria da pena. Além da condenação à prisão, a Justiça determinou a perda do cargo de soldado da Polícia Militar da Bahia e fixou indenização de R$ 200 mil por danos morais aos herdeiros e sucessores da vítima.








