Bolsonaro presta depoimento à Polícia Civil sobre arma apreendida em blitz no DF
Da Redação
A Polícia Civil do Distrito Federal ouve nesta terça-feira (23) o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a apreensão de uma arma registrada em seu nome durante uma blitz realizada na semana passada em Brasília.
O depoimento será prestado presencialmente no condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. A oitiva ocorrerá após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar pedido da Polícia Civil para que o procedimento fosse realizado por videoconferência, sob o argumento de que há restrições legais para o uso desse formato.
A arma apreendida é uma pistola Glock calibre 9 milímetros registrada em nome do ex-presidente. O armamento estava em um veículo conduzido por Estácio Leite da Silva Filho, militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) responsável pela segurança de Bolsonaro.
Segundo as autoridades, a arma foi apreendida por não estar acompanhada do Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf), embora constasse como regularmente registrada nos sistemas oficiais.
Em depoimento já prestado à polícia, o militar afirmou que transportava a pistola para manutenção e que pretendia devolvê-la ao ex-presidente após o reparo.
A defesa de Bolsonaro informou ao STF que integrantes da equipe de segurança retiraram o percussor da arma, tornando-a inoperante, sem conhecimento prévio do ex-presidente. Os advogados alegam que a medida foi adotada em razão dos efeitos de medicamentos psiquiátricos utilizados por Bolsonaro, que poderiam comprometer sua cognição.
Segundo a defesa, o ex-presidente percebeu uma falha no funcionamento da pistola e solicitou que um dos militares responsáveis por sua segurança providenciasse o conserto do equipamento.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão e está em regime de prisão domiciliar humanitária desde março deste ano, por determinação do STF, em razão de um quadro de broncopneumonia.








