Anestesista gravado praticando estupro contra mulher em trabalho de parto desligou aviso de monitoramento da paciente
Da Redação
O anestesista Giovanni Quintella Bezerra, gravado estuprando uma mãe durante o parto em São João de Meriti, no Rio de Janeiro, utilizou medicamentos e adotou procedimentos que colocaram em risco a vida da vítima.
Um vídeo obtido pelo Fantástico, da TV Globo, mostra Giovanni fez sete aplicações de sedativos na vítima. Os peritos dizem que a quantidade de anestésicos extrapolou o que é habitualmente utilizado em uma cesariana.
Na sequência do vídeo, alarmes sonoros começam a disparar. De acordo com a perícia, os alarmes são do monitor multiparâmetro, que podem corresponder à queda de saturação de oxigênio da paciente, porque, além da sedação e da falta de máscara de oxigênio, Giovanni ainda obstruiu as vias aéreas da vítima. O barulho do alarme chama a atenção dos médicos que estão ao lado do anestesista, que desliga o sinal para seguir o estupro.
As imagens foram obtidas por um celular, que foi escondido em um armário na sala de parto. A defesa de Giovanni tentou entrar com o argumento d que a captação foi ilegal, porque foi produzida sem conhecimento dos envolvidos e sem autorização da Polícia ou do Ministério Público, o que não foi acatado pela Justiça.
O julgamento do anestesista está marcado para o dia 12 de dezembro. A audiência de instrução e julgamento pode durar no máximo 60 dias. Giovanni está preso em uma cela individual em Bangu 8, no Rio de Janeiro.








