Após visita a Anderson Torres, senadores dizem que ex-ministro está “debilitado emocionalmente”
Da Redação
Um grupo de cinco senadores da oposição fez uma visita ao ex-ministro da Justiça Anderson Torres, preso no batalhão da Polícia Militar, em Brasília, neste sábado (06), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu o encontro. As informações são do jornal O Globo.
O jornal explica que o ministro atendeu um pedido feito por 42 senadores que queriam visitar Torres na prisão. Moraes, porém, negou a ida dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Marcos do Val (Podemos-ES) a Torres, por entender que há uma “conexão” entre investigações envolvendo ambos e o ex-ministro.
Torres está preso desde janeiro, por suspeita de omissão no planejamento de segurança contra os após os atos golpistas de 8 de janeiro. Na época dos atentados contra a sede dos Três poderes, ele era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e estava em viagem com a família nos Estados Unidos.
Neste sábado foram ao encontro de Torres os senadores Magno Malta (PL-RJ), Márcio Bittar (União-AC), Jorge Seif (PL-SC), Rogério Marinho (PL-RN) e Eduardo Gomes (PL-SE).
Ao GLOBO, Bittar disse que Torres está debilitado emocionalmente e classificou o encontro como ‘emocionante’.
– Choramos todos —disse Bittar.
Malta gravou um vídeo na saída da visita e divulgou as imagens em suas redes sociais.
— Ele está muito fragilizado emocionalmente, é triste ele não entender por que está passando por isso. O Ministério Público se posicionou a favor dele. Muito difícil a situação dele, precisa de muita oração do Brasil pela vida dele porque de fato é uma covardia—afirmou Malta no vídeo.
No Twitter, o líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho, comentou sobre a visita.
— Para nós, a libertação de Anderson é um ato de justiça e de humanidade— escreveu.
Os advogados do ex-ministro afirmaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não se opunham ao pedido e que o encontro com os parlamentares poderia ajudá-lo com a “profunda depressão” que ele vem passando.
Torres deve ser um dos primeiros a ser convocado por parlamentares da base do governo para a CPI do 8 de janeiro, prevista para ser instalada na segunda quinzena de maio. Bittar disse que, apesar dessa expectativa, os parlamentares não conversaram com ele sobre a investigação.
O jornal informa que um segundo grupo de senadores deve visitar Bittar neste domingo (07).
Entre os senadores que solicitaram a visita estão ainda Sergio Moro (União Brasil-PR), Ciro Nogueira (PP-PI) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Também há membros de partidos da base, como Chico Rodrigues (PSB-RR).








