sábado, 25 de abril de 2026

Autoridades lamentam morte de Mãe Carmen do Gantois

Foto: Valdomiro Lopes/Câmara de Vereadores

Da redação

Autoridades municipais e estaduais lamentaram, nesta sexta-feira (26), a morte de Carmen Oliveira da Silva, conhecida como Mãe Carmen do Gantois, ialorixá do Terreiro do Gantois, uma das mais tradicionais casas de Candomblé do Brasil. Filha mais nova de Mãe Menininha do Gantois, Mãe Carmen esteve à frente do terreiro por 23 anos e foi uma das principais referências da espiritualidade de matriz africana na Bahia.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, destacou o legado espiritual, cultural e humano deixado pela ialorixá. Em nota, afirmou que Mãe Carmen foi uma mulher de sabedoria e amor ao próximo, cuja trajetória contribuiu para a preservação da ancestralidade e o cuidado com as pessoas, mantendo vivo o legado histórico do Gantois.

A vice-prefeita e secretária municipal de Cultura e Turismo, Ana Paula Matos, também manifestou pesar e ressaltou a importância histórica do Terreiro do Gantois para a capital baiana. Segundo ela, o trabalho desenvolvido por Mãe Carmen fortaleceu a fé, a cultura, a memória e a resistência das tradições afro-brasileiras, além de estimular o diálogo inter-religioso e ações de formação cultural e social.

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, usou as redes sociais para lamentar a morte da ialorixá. Ele destacou a dignidade, a fé e a serenidade com que Mãe Carmen conduziu o legado do Gantois, classificando-a como uma grande referência espiritual, cultural e humana da Bahia.

Em nota, a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) também lamentou o falecimento e ressaltou o papel das lideranças religiosas na preservação das tradições afro-brasileiras. A pasta afirmou que figuras como Mãe Carmen são fundamentais para a manutenção da ancestralidade, do acolhimento comunitário e da construção cultural do estado.

O secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, afirmou que Mãe Carmen será lembrada pelo legado de fé, espiritualidade e pela luta em defesa das religiões de matriz africana. Segundo ele, a continuidade desse legado será garantida pelas filhas e filhos de santo do Terreiro do Gantois.

26 de dezembro de 2025, 11:00

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