Defesa da família de Mãe Bernadete teme alegação de excesso de prazo após adiamento de júri
Da Redação
O adiamento do júri popular que apura o assassinato de Mãe Bernadete Pacífico gerou reações divergentes entre acusação e representantes da família da vítima. Enquanto o Ministério Público do Estado da Bahia afirma que a remarcação evita nulidades e garante a validade do julgamento, o advogado da família demonstra preocupação com a possibilidade de alegação de excesso de prazo. As informações são do Correio.
Segundo a reportagem, a defesa dos familiares acredita que a demora pode abrir margem para pedidos como revogação da prisão preventiva, substituição por medidas cautelares — a exemplo de tornozeleira eletrônica — ou, em situações mais extremas, até relaxamento da prisão.
“Não faz sentido a própria defesa dar causa ao adiamento do julgamento, já que estava tudo preparado. Não vai me surpreender, principalmente no caso do executor, se alguém bater às portas do Judiciário para dizer que está havendo excesso de prazo. Eu temo, mas espero que não aconteça”, declarou o advogado Hédio Silva, nesta terça-feira (24), após a decisão judicial.
Júri foi remarcado para abril
A decisão de adiar o julgamento foi tomada pela juíza Gelzi Maria depois que os réus constituíram um advogado particular na tarde de segunda-feira (23), véspera do júri, que estava marcado para a manhã seguinte. De acordo com a magistrada, o novo defensor não teria tempo hábil para analisar o processo.
Com isso, o julgamento foi remarcado para o dia 13 de abril.
Protesto em frente ao Fórum
Movimentos sociais que compareceram ao Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, para acompanhar o júri realizaram manifestação após o adiamento.
Também participaram do ato representantes dos movimentos TamoJuntas, Aganju e Iniciativa Negra.








