domingo, 10 de maio de 2026

Diretores do MAM e do IPAC se reunirão com moradores do Solar do Unhão após manifesto crítico ao museu

Foto: Reprodução

Da Redação

Os diretores do MAM, Pola Ribeiro, e do IPAC (Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia), João Carlos Oliveira, se reunirão com moradores da comunidade Solar do Unhão, vizinha do museu, nesta terça-feira, 17, às 12h, um dia após a Associação de Moradores do bairro, o Museu Street Art Salvador (MUSAS) e o Coletivo de Entidades Negras (CEN) divulgarem publicamente manifesto crítico à atual gestão do equipamento cultural por causa dos desrespeitos à comunidade.

A reunião, provocada a pedido dos diretores, por intermediação do IPAC, acontecerá na pista de acesso ao Solar do Unhão, entre o MAM e a comunidade, e tratará das reivindicações dos moradores. Entre elas, está a reforma de escada de acesso à praia das pedras; a liberação do acesso de ambulantes e moradores à Prainha (faixa de areia dentro do museu) por meio do Parque das Esculturas; a construção de uma quadra esportiva em área não tombada entre o museu e a comunidade; a pintura do muro de acesso ao bairro; entre outras questões do dia a dia do território, relacionadas, por exemplo, a capacitação e empregabilidade local.

Os moradores do Solar do Unhão programavam manifestação para 13h, durante a reabertura do museu, que acontece nesta terça-feira após oito anos de obras e um investimento total de R$ 30 milhões. O protesto aconteceria após o diálogo com o MAM ser interrompido de forma desrespeitosa, devido a destratos praticados pelo diretor do museu com lideranças da comunidade e desprezo às pautas apresentadas pelos moradores nas mesas de negociação.

Em manifesto divulgado na segunda-feira, 16, os representantes comunitários chamaram a gestão do museu de “racista”, apontando inclusive a instalação de arames farpados nos muros que separam o equipamento do Solar.

Segundo as lideranças, a forma de tratamento do atual diretor do MAM, Pola Ribeiro, e de outros gestores anteriores com a comunidade desrespeita tratados e legislações internacionais às quais o Brasil se submete e que preconizam a interação social do patrimônio com o entorno.

17 de agosto de 2021, 12:21

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