Disney anuncia plano de reestruturação com demissão de 7 mil funcionários
A Walt Disney Co. cortará cerca de 7.000 empregos como parte de um ambicioso plano de economia de custos e “reorganização estratégica”. O anúncio foi feito pelo CEO da companhia, Bob Iger, após o anúncio dos resultados trimestrais da empresa, na quinta-feira, 9.
Com as demissões, a gigante de entretenimento tem como objetivo economizar 5,5 bilhões em custos. Ao todo, 3,6% da força de trabalho global da Disney será desligada. Cortes em massa tem sido anunciado paulatinamente em empresas de tecnologia, como Amazon, Meta, Microsoft e Dell.
“Estamos comprometidos em operar com eficiência, especialmente em um ambiente desafiador”, afirmou Iger em teleconferência. O plano, segundo ele, é cortar custos e devolver poder a executivos criativos. Com isso, a empresa se reestruturará em três segmentos: uma unidade de entretenimento que engloba cinema, televisão e streaming; uma unidade ESPN focada em esportes; e parques, experiências e produtos da Disney. “Nossa nova estrutura visa devolver maior autoridade aos nossos líderes criativos e torná-los responsáveis pelo desempenho financeiro de seu conteúdo”, disse.Em seus resultados mais recentes, o crescimento sólido nos parques temáticos da Disney ajudou a compensar o fraco desempenho em seus negócios de streaming de vídeo e filmes.
A Disney reportou ganho de 1,28 bilhão de dólares, ou 0,70 cents de dólar por ação, nos três meses encerrados em 31 de dezembro, acima do 1,1 bilhão do ano anterior. As vendas no segmento dos parques, experiências e produtos cresceram 21%, para 8,74 bilhões de dólares, ante 7,23 bilhões de dólares no ano anterior. Enquanto a receita do segmento que inclui os negócios de filmes da Disney aumentou 1%, para 14,78 bilhões de dólares.
A divisão de negócios diretos, que inclui o streaming, registrou uma perda operacional de 1,1 bilhão de dólares em meio a custos mais altos de programação e produção no Disney+ e no Hulu. O Disney+ encerrou o trimestre com 161,8 milhões de assinantes, uma queda de 1% desde 1º de outubro. O Hulu e o ESPN+ registraram um aumento de 2% no número de assinantes pagos durante o trimestre. De acordo com a empresa, a projeção é que o Disney+ Plus alcançará lucratividade até o final de seu próximo ano fiscal, em setembro de 2024.








