sexta-feira, 1 de maio de 2026

Expectativa de vida no Brasil sobe para 76,6 anos e mantém recuperação pós-pandemia, indica IBGE

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da Redação

A expectativa de vida ao nascer no Brasil chegou a 76,6 anos em 2024, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo IBGE. O índice supera o registrado no ano anterior (76,4 anos) e confirma a trajetória de recuperação após o impacto provocado pela pandemia de Covid-19.

O levantamento aponta que as mulheres seguem vivendo mais que os homens: a expectativa feminina é de 79,9 anos, enquanto a masculina ficou em 73,3 anos. A diferença, já observada historicamente, é explicada pelos pesquisadores por fatores como maior exposição dos homens a mortes violentas (homicídios e acidentes de trânsito) e hábitos de vida associados a maior risco.

Os números integram as Tábuas de Mortalidade 2022, que utilizam dados atualizados do Censo Demográfico e das estatísticas do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade), do Ministério da Saúde. Para 2024, o IBGE projetou uma população de 212,6 milhões de habitantes.

A mortalidade infantil também apresentou melhora: foram 12,3 mortes por mil nascidos vivos, segundo a projeção divulgada.

As tábuas permitem estimar a expectativa de vida até os 80 anos e são utilizadas em cálculos oficiais, como o fator previdenciário aplicado a aposentadorias.

No cenário internacional, o IBGE destaca que o envelhecimento é uma tendência global. Segundo a ONU, cerca de 588 mil pessoas comemoraram 100 anos em 2024. A expectativa média de vida no planeta é de 73 anos, com projeção para chegar a 77 anos até 2050.

Pesquisas do IHME (Instituto para Medição e Avaliação da Saúde) mostram ainda que a expectativa global caiu 1,6 ano nos dois primeiros anos da pandemia, refletindo o impacto direto da Covid-19 sobre a mortalidade mundial.

O IBGE reiterou também as projeções populacionais para o Brasil: o país deve atingir o pico populacional em 2041, com cerca de 220,4 milhões de habitantes. A partir de 2042, a população começará a diminuir, podendo chegar a 199,2 milhões em 2070.

28 de novembro de 2025, 14:40

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