Fiesp tem “guerra” pela presidência entre Josué Gomes e Elias Haddad
Da Redação
Dirigentes e funcionários da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) receberam dois comunicados opostos nesta terça-feira. Por e-mail, o vice-presidente Elias Miguel Haddad informou ter assumido a presidência da entidade, dando continuidade à destituição do empresário Josué Gomes do cargo, ocorrida na última segunda-feira. Poucas horas depois, Gomes, que esteve em Brasília para um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, divulgou uma notificação extrajudicial endereçada a Haddad e outros dirigentes da entidade, informando que permanece no cargo.
Na notificação extrajudicial, Gomes afirma ter recebido com surpresa a informação sobre o e-mail assinado por Haddad, diz que torna sem efeito qualquer deliberação tomada na sua ausência e classifica a atitude como “isolada, desproporcional e irresponsável”, ferindo o estatuto da entidade.
“Não será uma assembleia clandestina, que sequer tinha itens para deliberar que colocará nossa entidade em riscos econômicos, jurídicos e de credibilidade”, afirma o empresário no documento, acrescentando que nenhum ato está autorizado pela presidência, incluindo eventual e abusiva demissão de funcionários”, diz o empresário.
Gomes advertiu que os responsáveis sofrerão consequências administrativas, trabalhistas e “eventualmente em outras esferas”.
A notificação extrajudicial apenas dá ciência aos envolvidos sobre a posição de Gomes, que considera ilegais os atos desta sexta-feira. No texto, o empresário afirma que os atos comprovam “a ambição de a qualquer modo ocupar indevidamente a presidência” da entidade.
A notificação ressalta que a destituição do presidente eleito é um propósito escuso, uma vez que não foi feita acusação formal e específica em assembleia.
Gomes foi destituído da presidência da Fiesp na última segunda-feira. Na primeira assembleia, ele respondeu a questionamentos apresentados por dirigentes de sindicatos filiados à entidade. As respostas foram rejeitadas por maioria dos votos. Assim que Gomes deixou a sede da Fiesp foi aberta uma segunda assembleia, com quórum menor, onde foi votada a destituição do presidente.








