Justiça Federal condena seis integrantes de esquema de tráfico internacional de drogas em porto de Salvador
Da Redação
A Justiça Federal condenou seis integrantes de uma organização criminosa investigada na Operação Descontaminação por tráfico internacional de drogas a partir do Porto de Salvador. A decisão, divulgada nesta quarta-feira (24), acolheu denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) e impôs penas que variam de 12 anos e 3 meses a 20 anos, 8 meses e 7 dias de prisão em regime fechado.
Os réus foram condenados pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e falsificação de documento público. Também foram aplicadas multas aos envolvidos. Ainda cabe recurso da sentença.
Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF, a quadrilha utilizava a técnica conhecida como “rip-on/rip-off”, método que consiste na inserção clandestina de drogas em contêineres de exportadores legítimos sem o conhecimento dos proprietários da carga. O objetivo era enviar grandes quantidades de cocaína para portos da Europa, especialmente na Holanda, Bélgica e Espanha.
As investigações apontaram que o esquema contava com uma estrutura sofisticada e divisão de funções entre os integrantes. Funcionários com acesso ao terminal portuário forneciam informações privilegiadas sobre cargas e embarques, permitindo a seleção de contêineres posicionados em áreas com menor monitoramento por câmeras de segurança.
Para acessar a área restrita do porto, os criminosos utilizavam veículos clonados com identificação visual de empresas prestadoras de serviço e, segundo o MPF, contavam com o apoio de vigilantes subornados para evitar fiscalizações.
A organização também recrutava técnicos de refrigeração para provocar falhas em contêineres, gerando chamados de manutenção que justificavam a permanência dos envolvidos no local. Após a inserção da droga, os lacres originais eram substituídos por cópias falsificadas produzidas a laser, com a mesma numeração dos dispositivos autênticos, dificultando a identificação da fraude.
De acordo com a sentença, o principal investigado foi condenado por tráfico internacional de drogas, constituição e financiamento de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsificação de documento público, recebendo a maior pena aplicada no processo.








