Lula participa de cúpula no Chile sobre democracia e combate à desinformação; tarifas de Trump também estão na pauta
Da Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa nesta segunda-feira (21), em Santiago, capital do Chile, de uma reunião com os líderes de Chile, Colômbia, Espanha e Uruguai para discutir estratégias de fortalecimento da democracia, combate à desinformação e redução das desigualdades. As informações são do G1.
De acordo com o governo chileno, anfitrião do encontro, a cúpula tem como objetivo avançar em um posicionamento conjunto em defesa do multilateralismo, da cooperação global baseada na justiça social e da regulação das tecnologias emergentes. A reunião faz parte da iniciativa “En Defensa de la Democracia”, lançada em março, e que visa enfrentar os desafios contemporâneos que ameaçam instituições democráticas na região.
O encontro será dividido em três eixos principais:
- Fortalecimento da democracia e do multilateralismo;
- Redução das desigualdades sociais;
- Enfrentamento à desinformação e regulação de novas tecnologias.
Além desses temas, a recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA também deve entrar na pauta. Segundo o G1, Lula recebeu uma carta de Trump no último dia 9 de julho comunicando a medida, que deve entrar em vigor a partir de 1º de agosto. A tarifa imposta ao Brasil é a mais alta entre mais de 20 países afetados.
Na última quinta-feira (17), em pronunciamento à nação, Lula classificou as tarifas como uma “chantagem inaceitável” e criticou duramente políticos brasileiros que apoiaram a iniciativa do governo norte-americano, chamando-os de “traidores da pátria”.
Participam da reunião os seguintes líderes:
- Gabriel Boric, presidente do Chile;
- Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha;
- Gustavo Petro, presidente da Colômbia;
- Yamandú Orsi, presidente do Uruguai.
A agenda do encontro inclui um almoço na chancelaria chilena e um evento com representantes da sociedade civil. As propostas discutidas na cúpula devem ser levadas para o próximo compromisso internacional, previsto para acontecer paralelamente à Assembleia Geral da ONU, em setembro deste ano.








