sexta-feira, 8 de maio de 2026

Mendonça autorizou quebra de sigilos de Lulinha antes da CPMI do INSS

Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Da Redação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, em janeiro, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A decisão atendeu a pedido da Polícia Federal do Brasil e tramita sob sigilo.

A medida foi tomada antes mesmo de a CPMI do INSS aprovar, nesta quinta-feira (26), a quebra do sigilo bancário do filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a Polícia Federal informou ao STF que as investigações sobre supostos desvios em descontos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS mencionam o nome de Fábio Luís. Trechos do relatório também foram obtidos pela TV Globo.

De acordo com a PF, há indícios de que Lulinha possa ter atuado como sócio oculto do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como principal suspeito de operar o esquema investigado.

No entanto, os investigadores ressaltam que as citações a Fábio Luís surgiram por meio de terceiros e que, até o momento, não há elementos que indiquem participação direta dele nos fatos apurados. Em relatório, a corporação afirma que as menções devem ser analisadas com cautela e submetidas a verificação rigorosa, a fim de evitar conclusões precipitadas.

Ainda segundo a investigação, o possível elo entre Lulinha e o empresário seria a empresária Roberta Luchsinger, que foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, deflagrada para apurar os desvios no INSS.

A Polícia Federal afirmou que, caso as hipóteses criminais sejam confirmadas após o cumprimento das medidas cautelares, adotará as providências necessárias para esclarecer os fatos e encaminhá-los aos órgãos responsáveis pela persecução penal.

27 de fevereiro de 2026, 11:00

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