quinta-feira, 30 de abril de 2026

Padre Júlio Lancellotti suspende redes sociais e transmissões de missas após orientação da Arquidiocese de SP

Foto: Reprodução

Da Redação

O padre Júlio Lancellotti, pároco da Igreja São Miguel Arcanjo, em São Paulo, ficará temporariamente afastado das redes sociais e deixará de transmitir missas ao vivo pela internet. A decisão foi tomada após orientação do cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, segundo confirmou o próprio sacerdote em nota divulgada nesta terça-feira (16).

No comunicado, Lancellotti informou que as missas dominicais seguirão sendo celebradas normalmente, sempre às 10h, na Capela da Universidade São Judas, na Mooca, mas sem transmissão on-line. Ele esclareceu ainda que o afastamento das redes ocorre por um período de recolhimento e negou qualquer informação sobre transferência da Paróquia São Miguel Arcanjo.

“As transmissões estão temporariamente suspensas, porém as missas dominicais continuarão sendo celebradas normalmente às 10h. As redes sociais não estão sendo movimentadas por um período de recolhimento temporário. Não procede a informação sobre a transferência da Paróquia São Miguel Arcanjo. Reafirmo minha pertença e obediência à Arquidiocese de São Paulo”, afirmou o padre.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Júlio Lancellotti explicou que a decisão atende a um pedido direto de dom Odilo Scherer e tem como objetivo protegê-lo de ataques políticos e preconceituosos, aos quais já foi alvo em outras ocasiões. “Dom Odilo me pediu para dar um tempo. Ele acha que é uma forma de recolhimento e de proteção”, disse.

Reconhecido nacionalmente pelo trabalho pastoral e social junto à população em situação de rua, Lancellotti reúne milhares de seguidores nas redes sociais, onde costuma publicar mensagens em defesa dos direitos humanos, da solidariedade e do cuidado com os mais vulneráveis.

Em agosto deste ano, o sacerdote esteve em Salvador, participando das celebrações em honra a Santa Dulce dos Pobres. Durante uma missa no Santuário dedicado à santa, comentou o uso político da expressão “Deus acima de tudo”, afirmando que a frase não deve ser utilizada para justificar desigualdades. Na ocasião, defendeu que “Deus está no meio de nós” e fez críticas à desigualdade social, à escala de trabalho 6×1 e à concentração de renda no país.

16 de dezembro de 2025, 16:10

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