Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 14,2% após três altas consecutivas
Da redação
A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (1º) uma redução de 14,2% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível utilizado por aviões e helicópteros. O corte representa uma queda de R$ 0,93 por litro, fazendo com que o valor nas refinarias da estatal passe a variar entre R$ 5,48 e R$ 5,69 por litro.
O reajuste interrompe uma sequência de três aumentos consecutivos no combustível. Em abril, o QAV chegou a registrar alta de 55%, impulsionado pela escalada das cotações internacionais do petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio e aos impactos sobre o transporte marítimo global.
Segundo a Petrobras, a redução anunciada para junho reflete a diminuição das pressões no mercado internacional de petróleo e derivados. A empresa afirmou que sua política de preços segue uma fórmula contratual que reduz os impactos de oscilações bruscas observadas no cenário externo.
Apesar da queda deste mês, o combustível ainda acumula alta de 54,5% em 2026, o equivalente a R$ 1,98 por litro desde janeiro.
De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o querosene de aviação responde por cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas, o que faz do preço do combustível um dos principais fatores para a composição das tarifas cobradas dos passageiros.
A Petrobras informou ainda que manterá a possibilidade de parcelamento da compra do QAV em até seis parcelas mensais para as distribuidoras, medida adotada desde abril para reduzir o impacto financeiro dos reajustes sobre o setor.
Paralelamente, o governo federal prorrogou por mais dois meses a desoneração das contribuições de PIS/Cofins sobre o combustível. O benefício fiscal, criado em abril, permanecerá em vigor até 31 de julho. Além disso, companhias aéreas receberam prazo adicional para o pagamento de tarifas de navegação aérea, que poderão ser quitadas apenas em dezembro.
Responsável por cerca de 85% da produção nacional de querosene de aviação, a Petrobras afirmou que os volumes solicitados pelas distribuidoras para junho estão garantidos e que não há risco de desabastecimento no país.








