segunda-feira, 11 de maio de 2026

Salvador lidera valorização imobiliária em 2025 e preços sobem acima da inflação

Foto: Divulgação

Da Redação

Salvador foi a cidade com a maior alta no preço de venda de imóveis residenciais em 2025. Segundo balanço do Índice FipeZAP, a capital baiana acumulou valorização de 16,25% no ano, a maior entre as 56 cidades brasileiras monitoradas pelo indicador.

Somente em dezembro de 2025, Salvador voltou a se destacar, com alta mensal de 1,25% no valor do metro quadrado, ficando atrás apenas de Belém, que registrou avanço de 1,54% no período.

Apesar da forte valorização ao longo do ano, o preço médio dos imóveis na capital baiana permanece entre os mais baixos quando comparado a outras capitais do país. Em dezembro, o metro quadrado em Salvador fechou em R$ 7.972.

Entre os bairros com os valores mais elevados no fim de 2025 estão Barra (R$ 11.880/m²), Caminho das Árvores (R$ 10.896/m²), Ondina (R$ 10.479/m²) e Rio Vermelho (R$ 9.469/m²). Na sequência aparecem Brotas (R$ 8.651/m²), Pernambués (R$ 8.388/m²), Graça (R$ 8.082/m²), Pituba (R$ 8.033/m²), Imbuí (R$ 7.741/m²) e Itaigara (R$ 6.982/m²).

No cenário nacional, os preços dos imóveis residenciais encerraram 2025 com alta média de 6,52%, a segunda maior variação anual dos últimos 11 anos, ficando atrás apenas de 2024, quando o avanço foi de 7,73%. O desempenho do setor superou a inflação oficial do período: o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou 4,18% nos 12 meses de 2025.

O levantamento também mostra diferenças relevantes conforme o perfil dos imóveis. As unidades com um dormitório apresentaram a maior valorização no ano, com alta de 8,05%, enquanto os imóveis com quatro ou mais dormitórios tiveram a menor variação média, de 5,34%. Em dezembro, o preço médio nacional ficou em R$ 9.611/m². Os imóveis de um dormitório lideraram em valor (R$ 11.669/m²), enquanto os de dois dormitórios registraram o menor preço médio (R$ 8.622/m²).

Entre todas as cidades analisadas, Balneário Camboriú apresentou o metro quadrado mais caro do país, a R$ 14.906, seguida por Itapema, com R$ 14.843. Na outra ponta, os menores valores foram registrados em Pelotas (R$ 4.386/m²) e Betim (R$ 4.700/m²).

06 de janeiro de 2026, 15:30

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