quarta-feira, 6 de maio de 2026

Vereadores de Salvador vão acompanhar serviços do sistema ferry-boat

Foto: Reprodução

Da Redação

A Câmara Municipal de Salvador (CMS) criou nesta terça-feira (14), uma comissão temporária com o objetivo de acompanhar os serviços oferecidos pelo sistema ferry-boat. O colegiado irá analisar toda a situação do sistema, hoje comandado pela Internacional Travessias, que tem acumulado críticas e polêmicas recentes.

A comissão instalada na Câmara será presidida pelo próprio presidente da CMS, o vereador Carlos Muniz (PTB). Integram o colegiado os vereadores Ricardo Almeida (PSC), que é o vice-presidente, Maurício Trindade (PP), Tiago Ferreira (PT), Átila do Congo (Patriota), Hélio Ferreira (PT), Sidninho (Podemos), Orlando Palhinha (União) e Daniel Alves (PSDB).

No último dia 29 de janeiro, funcionários do sistema ferry-boat foram agredidos no terminal de passageiros de Salvador. Dois dias depois, cerca de 40 trabalhadores da empresa realizaram um protesto pedindo por segurança.

No dia 6 de fevereiro, dois ferries-boat se chocaram no terminal Bom Despacho, na Ilha de Itaparica. Em nota, a internacional Travessias Salvador informou que houve um erro de aproximação na manora do ferry Pinheiro, que encostou na embarcação Maria Bethânia. O incidente não provocou maiores danos às embarcações, nem deixou feridos.

No mesmo dia, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), disse que espera ter novas embarcações do ferry-boat no próximo verão e aguarda licitação para iniciar a construção da ponte que liga Salvador à Ilha de Itaparica. As medidas seriam formas de melhorar o serviço, atualmente bastante criticado pelos usuários.

A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) informou que vai apurar as causas do incidente.

A Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos da Bahia (CPBA), também abriu inquérito administrativo para investigar o caso. O prazo máximo para as investigações serem concluídas é de 90 dias.

Além disso, após a batida, o Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu um inquérito para apurar as condições de trabalho de funcionários da Internacional Travessias. O MPT acredita que o acidente pode estar relacionado com irregularidades nas condições de trabalho da empresa, como falta de treinamento ou protocolos para a execução de manobras.

Eventuais falhas no cumprimento de normas de saúde e segurança do trabalho preocupam e serão apuradas pelo órgão. O prazo inicial para a conclusão do inquérito é de 90 dias, mas pode ser prorrogado caso necessário.

14 de fevereiro de 2023, 15:20

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