Dayane Pimentel descumpre orientação do PSL e vota contra proposta do voto impresso
Da Redação
O PSL foi um dos partidos que fechou questão da favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do voto impresso, que foi derrotada ontem na Câmara Federal. Mas a deputada Dayane Pimentel, que é filiada à legenda, foi uma das dissidentes.
“Votei não ao tumulto impresso e à tentativa de fraudar as eleições diante da derrota iminente de Bolsonaro”, escreveu a parlamentar nas redes sociais.
Logo após a postagem, ela recebeu vários aplausos e elogios, mas também críticas de internautas. “O povo jamais esquecerá disso, deputada. Vamos trabalhar para que pessoas como a senhora nunca mais sejam eleitas”, escreveu um seguidor chamado Sander Silva. “Vergonha, você foi contra o seu povo”, disse outro, identificado como Jal Correia.
Dayane é “marcada em cima” nas redes sociais pelos bolsonaristas, que não perdoam o fato dela ter sido eleita em 2018 tirando proveito do desempenho do presidente para, em seguida, romper com Bolsonaro, alegando diferenciações ideológicas e políticas. Hoje, a parlamentar é aliada do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (DEM).
Além da deputada baiana, outra figura proeminente do PSL que votou contra a orientação do partido, ou seja, para derrotar a PEC, foi Joice Hasselmann (SP). Foram seis os dissidentes, no total. Outros 45 parlamentares da sigla apoiaram a proposta.
Coube ao PSL, por sinal, tentar adiar a votação, sabendo que não tinha número suficiente para aprovar a PEC. Entretanto, as tentativas de obstrução não lograram êxito. O irônico é que o PSL foi um dos partidos que apoiaram as mudanças regimentais que reduziram o potencial de obstrução da oposição, aprovadas em maio deste ano.
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