quinta-feira, 11 de junho de 2026

Elinaldo diz que PT “provou do próprio veneno” na retirada de incentivos fiscais para a BYD na reforma tributária

Foto: Divulgação

Da Redação

O prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo (União), lamentou neste sábado (08) a derrubada, pela Câmara dos Deputados, do dispositivo que prorrogava incentivos que beneficiariam a instalação da BYD no município no texto da reforma tributária. Ele disse que a decisão pode inviabilizar a vinda da montadora chinesa, e ainda alfinetou o PT.

“Eles agora estão provando do próprio veneno. Lá no início dos anos 2000, quando nós conseguimos aprovar uma série de incentivos para a vinda da Ford para a Bahia, o PT em massa votou contra, inclusive na época o então deputado federal Jaques Wagner (atual senador) foi contra. Hoje, o que nós vimos foram deputados da base deles votando contra a BYD, gente da Bahia, e até mesmo 12 deputados do PT”, disse Elinaldo.

“A gente lamenta porque nós queremos o desenvolvimento da Bahia, independente de posição político partidária. Agora, ressalto, eles estão provando do próprio veneno. Enquanto nosso grupo político vota a favor da Bahia e dos baianos, eles sempre votam segundo os interesses deles, a vontade deles. Veja que dentro da própria base petista na Bahia houve discordância, com voto contrário. Isso, infelizmente, prejudica o Estado”, acrescentou o prefeito.

Nem mesmo o líder do PT na Câmara, Zeca Dirceu (PR), votou a favor dos incentivos articulados pelos governos federal e estadual – ele se ausentou, sendo criticado pelo próprio Lula durante um encontro que aconteceu entre o presidente e os líderes partidários na Câmara, na noite de ontem (07), no Palácio da Alvorada. Além disso, o deputado Otto Filho (PSD), da base de Lula e do governador Jerônimo Rodrigues (PT), votou contra os benefícios, que foram retirados da reforma tributária por apenas um voto de diferença. Já o deputado Arhur Maia (União), outro baiano, se ausentou.

Para o dispositivo ter sido mantido na reforma tributária, eram necessários 308 votos, mas o número alcançado foi de 307. Agora, o governo vai tentar reverter a decisão no Senado, onde o lobby dos governadores do sul e sudoeste contra o dispositivo terá menos força.

08 de julho de 2023, 12:31

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