quarta-feira, 24 de junho de 2026

Missa em homenagem às irmãs falecidas inicia a Festa da Boa Morte

Foto: Elói Corrêa/GOVBA

Uma tradição secular mantida sob o manto da fé e da luta de mulheres negras pela libertação dos seus irmãos escravos. Foi com essa missão que nasceu a Irmandade da Boa Morte em Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Na noite desta terça-feira (13), primeiro dia da Festa da Boa Morte, uma missa lembrou as irmãs que já faleceram.

A festa, com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Turismo (Setur), deve atrair cerca de 6 mil pessoas para acompanhar as tradicionais cerimônias, que seguem até sábado (17). Segundo a Setur, a expectativa é de que a taxa de ocupação da rede hoteleira chegue a 100% nesta quinta-feira (14), dia da procissão pelas ruas de Cachoeira e missa de corpo presente da Nossa Senhora da Boa Morte.

Nesta terça (13), vestidas de branco, as 32 mulheres que integram a Irmandade da Boa Morte saíram em cortejo da Igreja da Nossa Senhora da D’Ajuda, acompanhadas pela imagem da Nossa Senhora da Boa Morte, com destino à capela que leva o nome da homenageada na festa.

Há mais de 10 anos na Irmandade, a professora Nice Santos herdou da mãe o amor e a dedicação pela Nossa Senhora da Boa Morte. “Hoje é o dia que Nossa Senhora começa a adoecer e vestimos branco em homenagem a ela. O nosso ato de fé na missa é uma homenagem às nossas irmãs. Eu me sinto muito honrada e orgulhosa por estar nessa Irmandade, que é a minha vida e a minha história. Eu cresci aqui, ajudando a minha mãe”, afirmou.

14 de agosto de 2019, 00:28

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