terça-feira, 21 de setembro de 2021

Rapidinhas: O silêncio netista e a chateação de Roma

Foto: Divulgação

Davi Lemos

O silêncio netista

Vereadores e deputados da base do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) estão reclamando do silêncio do líder do Democratas a respeito do ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos). “Mesmo quando temos reuniões com Neto, é um silêncio retado (sobre o tema). Todo mundo continua conversando tanto com Neto quanto com Roma, mas não temos uma posição clara (sobre a possibilidade de aliança entre os ex-aliados)”, disse um parlamentar. Ele reclama ainda que, com a antecipação de campanha nunca vista, é preciso também acelerar as indicações sobre alianças.

Roma chateia bolsonaristas

Bolsonaristas têm cobrado do ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), que demonstre mais fidelidade ao presidente publicamente. Eles pedem, por exemplo, que o ministro cite o nome de Jair Bolsonaro nas entrevistas e notas à imprensa. “Ele só fala em governo federal, nunca cita Jair Bolsonaro”, disse, na semana passada, um influenciador conservador baiano. Ou seja, sinal de que Roma já passa a ser visto com uma certa dose de desconfiança pela ala ideológica do Planalto.

Queimado em Itapetinga

O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) anda queimado em Itapetinga, ao menos para parte da população local. Tudo por conta da ação da Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) que derrubou quiosques de comerciantes que estavam às margens da BA-263. Num grupo formado por jornalistas, radialistas e personalidades conhecidas do meio político da cidade, Rosemberg foi triturado, chamado de “traidor do povo” e acusado de defender interesses empresariais, na medida em que não se colocou contra a derrubada. Um membro do grupo disse que Rosemberg é que manda na Seinfra e poderia ter agido em favor dos comerciantes.

PDT se articula

Enquanto nada se define sobre a chapa majoritária, o presidente do PDT da Bahia, deputado federal Félix Mendonça Júnior, segue nas articulações para fortalecer o partido visando as eleições legislativas, inclusive a própria reeleição na Câmara. Nas redes sociais, divulgou encontros com ao menos três prefeitos e diversas lideranças em Salvador na semana passada. Félix recebeu, por exemplo, o prefeito de Macaúbas, Aloísio Rebonato, que é do DEM.

Blefe pepista

O PP da Bahia teme uma eventual a filiação do presidente Jair Bolsonaro ao partido. Isso porque, caso essa hipótese se concretize, os pepistas baianos seriam obrigados a parar de blefar sobre ter uma candidatura própria a governador e de fato lançar um nome que garanta um palanque para o presidente na Bahia. O senador Flávio Bolsonaro (Patriota) já alertou que o presidente não vai aceitar estar em um partido que faça alianças com o PT pelo Brasil.

Planos do PP

Tanto o deputado federal Cacá Leão quanto o vice-governador João Leão afirmam que a ida do senador Ciro Nogueira para o ministério da Casa Civil não deve alterar a aliança que o PP tem com o PT na Bahia – insistem somente na máxima de que os petistas precisam dar uma “vezinha” na cabeça da chapa. Questionado sobre a ida à posse de Nogueira, Cacá pontuou que irá, pois “sou líder do PP na Câmara”. Se Ciro faria um convite para que Bolsonaro ingressasse na sigla, Cacá esquivou-se: “isso não está na minha alçada”.

Saudade de Brasília

Alguns parlamentares baianos podem não estar com saudade de Brasília, mas manifestam sentir falta da culinária disponível na capital federal. Mas, para alívio de muitos, a montanha decidiu vir a Maomé, e um dos restaurantes prediletos dos deputados abriu uma filial em Salvador: o Figueira da Vila. Especializado em carnes, o seleto cardápio do restaurante tem feito a alegria de quem está, já esteve e de quem nem pensa mais em ocupar uma cadeira na capital federal.

26 de julho de 2021, 12:09

Compartilhe: